Papa Francisco: A Transformação de um Líder Conservador a Progressista

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Quando o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio se tornou Francisco, o primeiro papa latino-americano da história, muitos de seus conterrâneos não aplaudiram. Naquele março de 2013, as críticas que pesavam sobre ele vinham dos que o entendiam como um sacerdote conservador, com um obscuro passado que o aproximava da ditadura militar argentina e com posicionamentos contrários a homossexuais, entre outras questões.

Ao longo de seu papado, contudo, foi outra a imagem que acabou sendo apresentada ao mundo — muitas vezes empolgando a ala mais progressista da Igreja e, com frequência, despertando uma ferrenha oposição tradicionalista. 

Neste vídeo, relembre a trajetória do papa Francisco e entenda como a imagem dele mudou ao longo do tempo.

Papa Francisco: A Transformação de um Líder Conservador a Progressista

O Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, fez história ao se tornar o primeiro papa latino-americano em 2013. Inicialmente, ele enfrentou críticas por sua imagem conservadora, mas ao longo de seu pontificado, sua abordagem e suas declarações o transformaram em uma figura progressista dentro da Igreja Católica. Neste artigo, vamos explorar essa trajetória fascinante, suas mudanças de postura e o impacto que teve no mundo.

Índice

O Início de uma Nova Era

Quando Bergoglio foi eleito, as ruas de Buenos Aires vibraram com entusiasmo, mas muitos argentinos não compartilhavam dessa alegria. Na época, ele era visto como um sacerdote conservador, próximo da ditadura militar argentina, e com posicionamentos rígidos sobre temas como a homossexualidade.

Contudo, ao longo de mais de dez anos à frente da Igreja, Bergoglio começou a ser rotulado de forma diferente. Ele se esforçou para atualizar a agenda da Igreja, tentando inseri-la no século 21. Essa missão foi um desafio que seu predecessor, o Papa Bento XVI, não conseguiu realizar.

Da Argentina ao Vaticano

Bergoglio nasceu em Buenos Aires em 1936 e se tornou padre aos 32 anos. Antes de sua ascensão ao papado, ele era conhecido por sua simplicidade, frequentemente utilizando transporte público e interagindo com diversas classes sociais. No entanto, esse mesmo passado foi marcado por controvérsias.

Durante a ditadura militar, foi acusado de omissão e até de cumplicidade. Relatos sugerem que ele teria sido confessor do general Jorge Rafael Videla, condenado por crimes contra a humanidade. A crítica mais contundente na época de sua eleição foi a falta de excomunhão a Videla, embora outros defendessem que sua postura era coerente com o acolhimento que ele pregava.

Posicionamentos sobre Homossexualidade

Um dos temas mais controversos da trajetória de Bergoglio foi sua postura sobre a homossexualidade. Em 2010, enquanto arcebispo de Buenos Aires, ele se opôs ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, afirmando que essa era uma "pretensão destrutiva do plano de Deus".

Entretanto, ao se tornar Papa, sua abordagem começou a mudar. Logo no início de seu papado, ele fez declarações que surpreenderam muitos. A famosa frase "quem sou eu para julgar?" ecoou em todo o mundo, sinalizando um novo tom. Em 2023, ele tomou uma decisão histórica ao permitir que casais do mesmo sexo fossem oficialmente abençoados em igrejas, um passo monumental que desafiou a doutrina tradicional da Igreja.

O Legado de Acolhimento

O Papa Francisco não se limitou a mudar sua postura sobre a homossexualidade. Ele também fez avanços significativos em relação ao papel das mulheres na Igreja. Em 2020, criou uma comissão para estudar a possibilidade de mulheres atuarem como diaconisas, o que poderia permitir que elas assumissem funções como celebrar batismos e casamentos.

Embora tenha afirmado que não vê possibilidade de mulheres no clero, a nomeação de mulheres para cargos importantes no Vaticano aumentou. Por exemplo, em fevereiro de 2023, Raffaella Petrini foi escolhida como governadora da Cidade do Vaticano, um marco significativo.

Reformas e Desafios

Francisco também abordou a questão dos divorciados em novas uniões, permitindo que eles participassem da vida da Igreja com o acompanhamento pastoral. Esse movimento foi visto como um avanço, uma vez que o direito canônico tradicionalmente impedia essa participação.

Além disso, o Papa se manifestou a favor da educação sexual nas escolas e, em 2024, enfatizou que o prazer sexual é "um dom de Deus" que deve ser "disciplinado com paciência". Essas declarações e ações geraram polêmica, levando a um aumento da resistência interna dentro da Igreja.

Conflitos e Oposição

O sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto destacou que, ao se tornar Papa, Bergoglio estava cansado dos excessos da comunidade conservadora argentina. Isso o levou a adotar um discurso mais voltado à acolhida e à justiça social, desafiando a rigidez de muitos membros da Igreja.

Entretanto, essa mudança não veio sem resistência. Francisco enfrentou uma "guerra subterrânea" dentro da Santa Sé, onde opositores tentaram minar suas reformas. Ele foi criticado por alguns que viam suas abordagens como uma ruptura com a tradição.

O Último Legado

O Papa Francisco deixou um legado complexo e multifacetado. Sua capacidade de dialogar com setores menos tradicionais da Igreja e abordar questões sociais contemporâneas o consolidou como uma figura progressista. No entanto, suas controvérsias e os desafios internos que enfrentou demonstram a tensão contínua entre a tradição e a modernidade dentro da Igreja Católica.

FAQ

Qual é a origem do Papa Francisco?

O Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, é argentino e nasceu em Buenos Aires em 1936.

Quais foram as principais mudanças que o Papa Francisco trouxe para a Igreja?

Ele fez avanços significativos em relação à homossexualidade, ao papel das mulheres na Igreja, e permitiu a bênção de casais do mesmo sexo. Além disso, ele promoveu uma maior inclusão de divorciados na vida da Igreja.

Como o Papa Francisco lidou com a oposição interna na Igreja?

Ele enfrentou resistência de setores conservadores, mas manteve sua postura progressista, promovendo reformas e dialogando com diferentes grupos.

O que o Papa Francisco disse sobre educação sexual?

Em 2024, ele declarou que o prazer sexual é um "dom de Deus" que deve ser "disciplinado com paciência", apoiando a educação sexual nas escolas.

Qual é a visão do Papa Francisco sobre a homossexualidade?

Embora tenha sido crítico no passado, ele adotou uma postura mais acolhedora, afirmando que os homossexuais têm direito a estar em família e a serem aceitos.

A trajetória do Papa Francisco é um testemunho do poder da transformação e da necessidade de diálogo em um mundo em constante mudança. Seu legado será lembrado como um marco na história da Igreja Católica.

Adicionado em: 22-04-2025
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