Quando enfrentamos momentos de crise em nossa saúde, somos desafiados não apenas fisicamente, mas também espiritualmente. Recentemente, passei por uma experiência transformadora que me fez refletir profundamente sobre a vida e a morte. Neste artigo, inspirado no relato do grande orador e médium Divaldo Franco, quero compartilhar com vocês essa jornada de autoconhecimento, fé e preparação para o que chamamos de desencarne.
Divaldo Franco, conhecido por sua sabedoria e serenidade diante dos desafios da vida, nos convida a entender que a existência vai muito além do plano material. Através de sua experiência pessoal, ele nos mostra como o preparo interior é fundamental quando somos confrontados com a possibilidade da partida desta vida.
Após sentir dores intensas, fui ao hospital para exames e descobri que o problema era grave. O pequeno canal que conduz a urina até o rim estava completamente entupido. O acúmulo causava dores intensas e exigia uma cirurgia de emergência.
Durante o procedimento, os médicos tiveram dificuldades para localizar o canal bloqueado e precisaram realizar uma cirurgia maior. Rasparam o que obstruía o tubo e enviaram o material para análise. O diagnóstico foi um choque: câncer em estágio inicial.
Apesar da notícia grave, mantive a serenidade. Como Divaldo sempre diz, estar preparado para situações difíceis é um exercício constante. Perguntei aos médicos sobre o tratamento e aceitei o caminho que se apresentava, confiante na providência divina.
Logo após o diagnóstico, senti a necessidade de buscar apoio espiritual. Em oração, os mentores espirituais me alertaram para a gravidade do problema e a possibilidade da desencarnação. Essa preparação mental foi essencial para enfrentar o que viria.
Comecei um processo de desapego, entendendo que o apego às pessoas e às coisas é o que mais prende o espírito. Revi minhas relações, perdoei aqueles que me magoaram e me despedi daqueles que talvez sentissem minha falta. Tudo isso em silêncio e reflexão profunda.
"Não estamos sós; nossa vida é abençoada por Deus. Quando compreendemos que a existência tem uma finalidade além do eu, tudo se torna muito melhor, com mais valores e dignidade." — Divaldo Franco
Durante esse período, senti uma presença espiritual muito forte. Joana de Ângelis, uma entidade amiga, apareceu para me orientar:
Em momentos de fisioterapia, ao inspirar profundamente, visualizei uma luz verde que simbolizava as vibrações positivas, as preces e os bons pensamentos de amigos e familiares. Essa energia foi um alento durante os momentos mais difíceis.
Chegou uma noite em que fiquei muito debilitado, e Joana de Ângelis me informou que a passagem poderia ocorrer a qualquer momento. No entanto, por um consenso entre as entidades espirituais, recebi uma moratória — um prazo a mais para continuar minha missão aqui.
Não senti medo nem ansiedade. Aceitei com calma, reconhecendo que o resgate espiritual é doloroso, mas também uma dádiva valiosa. Essa aceitação me fortaleceu para prosseguir.
Recebi alta do hospital e voltei para casa, onde fui acolhido com muito amor, especialmente pelo meu filho Otaviano, que se tornou um verdadeiro pai para mim nesse momento. Ele cuidou de mim sem queixas, oferecendo assistência contínua, mesmo durante as madrugadas.
O exemplo dele foi fundamental para que eu pudesse sentir a vida recomeçar. Aos poucos, renovei o interesse pelos projetos que tínhamos iniciado, como a escola que seria inaugurada em fevereiro, e outras obras que a diretoria planejava.
Mesmo após a alta, enfrentei novas complicações. Uma febre persistente e a descoberta de um vírus e um fungo no organismo exigiram meu retorno ao hospital. Apesar do susto, esse retorno trouxe um aprendizado importante sobre a fragilidade do corpo físico e a necessidade de cuidados contínuos.
Essa fase reforçou minha compreensão sobre a importância da fé, da esperança e do amor em todos os momentos, sejam eles de saúde ou de enfermidade.
A experiência que vivi, compartilhada por Divaldo Franco, nos mostra que a vida não termina com o corpo físico. O preparo para o desencarne passa pelo autoconhecimento, pelo desapego e pela conexão com o espiritual.
É fundamental compreender que cada um de nós tem uma missão e que nosso tempo aqui é uma oportunidade para evoluir e ajudar o próximo. A serenidade diante da morte é um sinal de sabedoria e de fé verdadeira.
Como Divaldo Franco nos ensina, a existência tem um propósito maior, e quando aceitamos isso, nossa vida se torna mais digna e cheia de significado.
Preparar-se para o desencarne é um processo de aceitação e desapego, onde a pessoa reflete sobre sua vida, perdoa, se reconcilia e fortalece sua conexão espiritual para enfrentar a transição com serenidade.
O desapego reduz o sofrimento espiritual ao libertar a pessoa das amarras emocionais e materiais, facilitando a passagem para o plano espiritual com paz e consciência.
Mentores espirituais são entidades benevolentes que orientam e amparam os espíritos durante sua jornada na vida e na transição após a morte.
As preces e pensamentos positivos geram energias que fortalecem o campo espiritual do enfermo, trazendo conforto, esperança e, muitas vezes, influenciando positivamente o processo de cura.
Porque os bens materiais não acompanham o espírito após a morte. A verdadeira riqueza está na evolução espiritual e na paz interior que construímos ao longo da vida.
Convido você, leitor, a refletir sobre sua própria vida e sobre como está sua preparação para o inevitável momento do desencarne. Que possamos cultivar o desapego, o perdão e a fé, buscando sempre a evolução espiritual.
Se este relato tocou seu coração, compartilhe com seus amigos e familiares. Juntos, podemos construir uma consciência maior sobre a vida, a morte e o que vem além.
