ERA UMA VEZ NO OESTE 10 coisas que você NÃO SABIA
Em "Era uma vez no Oeste", o exuberante faroeste de Sergio Leone, lançado em 1968, uma simples história de vingança se torna, intencionalmente, em um novo olhar para o passado norte americano e, mais importante, um novo olhar para o próprio gênero faroeste. Feito em uma escala maior, "Era uma vez no Oeste" seguiu os faroestes de Leone com Clint Eastwood de meados dos anos 1960: "Um punhado de dólares", "Por alguns Dólares A Mais" e “Três Homens em Conflito”. O filme é considerado por muitos críticos como a obra-prima indiscutível de Leone, embora "Era uma vez na América", seu último filme lançado em 1984, também seja bem igualmente elogiado.
A trama é bastante simples: Para obter um pedaço de terra por onde passará a principal ferrovia da pequena cidade em construção Flagstone, um rico empresário contrata um bando de mercenários, liderados pelo sádico de olhos azuis Frank, que assassina o proprietário Bret McBain e sua família. A noiva de McBain, a recém-chegada Jill, no entanto, herda a terra em seu lugar. Entram na história o fora-da-lei Cheyenne e o misterioso sem nome, apelidado de Harmônica, e ambos decidem cuidar de Jill e frustrar os planos de Frank para tomar sua terra. À medida que alianças e traições passam pela tela, fica claro que Harmônica quer matar Frank por outro motivo, um evento sobre o passado de ambos.
O filme de Leone não é apenas o clímax de uma carreira com poucas, mas excelentes obras, mas também um resumo de uma longa tradição do gênero faroeste como o conhecíamos. Em vários aspectos, é uma homenagem para o clássico herói dos filmes de John Ford, mas o filme, ao mesmo tempo, parece querer ir por outro caminho e subverte essa mesma maneira clássica de fazer um faroeste, principalmente ao trazer personagens que não unidimensionais. Belíssimo em seu visual e uma ópera de emoções, "Era uma vez no Oeste" é uma das obras-primas de Leone, e um dos melhores faroestes já feitos. É também uma das imagens mais influentes dos anos 1960, inclusive inspirando jovens diretores americanos, como Quentin Tarantino, por exemplo.
Era uma vez no Oeste é um filme de 1968, dirigido por Sergio Leone e estrelado por: Claudia Cardinale, Henry Fonda, Jason Robards, Charles Bronson, Gabriele Ferzetti, Woody Strode, Jack Elam e Frank Wolff.
No filme 'Era uma Vez no Oeste', dirigido por Sergio Leone, uma simples história de vingança se transforma em uma nova perspectiva sobre o passado americano e o gênero faroeste. Neste artigo, vamos explorar curiosidades e detalhes fascinantes sobre essa obra-prima do cinema que muitos ainda não conhecem.
'Era uma Vez no Oeste' é uma obra que transcende o gênero faroeste. Lançado em 1968, o filme é uma criação magistral de Sergio Leone, que trouxe uma nova visão sobre as tradições do Oeste americano. A narrativa, embora simples à primeira vista, é repleta de significados e simbolismos que refletem a complexidade da história americana.
A trama gira em torno da luta por uma terra estratégica para a construção de uma ferrovia. Um poderoso empresário contrata mercenários para eliminar o proprietário da terra, mas a chegada de dois personagens enigmáticos muda o curso da história. O filme explora temas como vingança, traição e redenção, criando uma narrativa rica e multifacetada.
Sergio Leone é um dos diretores mais influentes do cinema, especialmente no gênero faroeste. Com 'Era uma Vez no Oeste', ele não apenas solidificou sua reputação, mas também redefiniu o que um faroeste poderia ser. Sua abordagem visual e narrativa inovadora inspirou gerações de cineastas, incluindo Quentin Tarantino e outros diretores contemporâneos.
O filme conta com um elenco de estrelas que trazem vida aos personagens complexos. Claudia Cardinale, Charles Bronson e Henry Fonda são apenas alguns dos nomes que fazem parte dessa produção icônica. Cada ator oferece uma performance memorável, contribuindo para a profundidade emocional da história.
Após 'Era uma Vez no Oeste', Sergio Leone decidiu se afastar do gênero faroeste. Ele sentia que havia explorado todos os aspectos que desejava. Essa decisão trouxe um desafio para o cinema, já que ele era um dos principais responsáveis pela revitalização do gênero durante os anos 60.
Henry Fonda, conhecido por seus papéis de herói, surpreendeu a todos ao interpretar um vilão em 'Era uma Vez no Oeste'. A escolha de Leone foi ousada e intencional, pois ele queria chocar o público. Fonda trouxe uma profundidade inesperada ao seu personagem, transformando-o em um antagonista memorável.
Charles Bronson assumiu o papel principal como Harmônica, um personagem enigmático e sombrio. Sua interpretação é marcada por uma presença forte e silenciosa, que se destaca em meio ao elenco estelar. Bronson traz uma intensidade ao seu papel que é fundamental para a narrativa do filme.
'Era uma Vez no Oeste' é famoso não apenas por sua narrativa, mas também por seus cenários deslumbrantes. A escolha dos locais de filmagem foi crucial para criar a atmosfera do faroeste. A maioria das cenas foi filmada na Espanha, onde as paisagens áridas e montanhosas se assemelham ao Oeste americano.
Essas locações não apenas serviram como pano de fundo, mas também ajudaram a contar a história visualmente, reforçando os temas de desolação e luta que permeiam o filme.
A trilha sonora de 'Era uma Vez no Oeste' é uma das mais memoráveis do cinema, composta por Ennio Morricone. A música não é apenas um acompanhamento; é uma parte integral da narrativa, elevando as emoções e a tensão das cenas.
Morricone compôs a trilha antes das filmagens, uma abordagem incomum na época. Essa decisão permitiu que os atores se imersem na atmosfera que a música criava, influenciando suas performances.
Sergio Leone fez questão de homenagear o gênero faroeste e seus ícones em 'Era uma Vez no Oeste'. O filme é repleto de referências a clássicos do gênero, mostrando o respeito do diretor por suas raízes cinematográficas.
Essas homenagens não apenas enriquecem a narrativa, mas também conectam 'Era uma Vez no Oeste' a uma tradição mais ampla do cinema, solidificando seu lugar na história do faroeste.
A produção de 'Era uma Vez no Oeste' não foi isenta de desafios. Além das dificuldades típicas de filmagens em locações remotas, houve eventos trágicos que marcaram o set.
Essas histórias revelam o lado sombrio da produção cinematográfica, lembrando que, por trás da beleza da tela, existem vidas e emoções envolvidas.
'Era uma Vez no Oeste' é mais do que um simples faroeste; é uma obra que redefiniu o gênero e deixou um legado duradouro. A combinação de uma narrativa poderosa, atuações memoráveis e uma trilha sonora icônica resultou em um filme que continua a influenciar cineastas e a fascinar o público.
O impacto cultural de 'Era uma Vez no Oeste' é inegável. O filme não apenas inspirou uma nova geração de cineastas, como também se tornou um ponto de referência para o gênero faroeste. Sua estética visual e narrativa complexa continuam a ser estudadas e admiradas.
O filme é elogiado por sua narrativa profunda, personagens complexos e uma trilha sonora icônica, redefinindo o que um faroeste pode ser.
A maioria das filmagens ocorreu na Espanha, em locações que se assemelham ao Oeste americano, além de algumas cenas em Monument Valley, nos Estados Unidos.
Morricone compôs a trilha sonora do filme, que é uma parte integral da narrativa e foi finalizada antes das filmagens, permitindo que os atores se conectassem mais profundamente com os personagens.
Infelizmente, o ator cometeu suicídio durante as filmagens, o que trouxe um clima sombrio à produção e impactou a equipe.
O filme se tornou uma referência para cineastas, especialmente no que diz respeito à construção de personagens e à narrativa visual, influenciando diretores como Quentin Tarantino.
