Marília Pêra foi uma atriz de enorme importância para a dramaturgia brasileira. Sua carreira multifacetada abrangeu teatro, cinema e televisão, onde se destacou não apenas como atriz, mas também como diretora e produtora. Hoje, vamos explorar a vida de Marília, suas conquistas e a luta que enfrentou até seu falecimento, em um tributo à sua memória e ao seu legado.
Marília Soares Pêra nasceu no dia 22 de janeiro de 1943, no Rio de Janeiro. Filha do ator português Manuel Pêra e da atriz de ascendência italiana Dinorah Marzullo, Marília foi introduzida ao mundo artístico desde muito cedo. Seus pais eram figuras proeminentes no teatro brasileiro, atuando, dirigindo e produzindo peças, criando um ambiente artístico vibrante e inspirador para a jovem Marília.
Desde sua infância, Marília vivenciou intensamente o mundo das artes cênicas. Ela assistia a ensaios, participava de montagens e absorvia todo o conhecimento que seus pais e outros artistas compartilhavam. Aos 14 anos, em 1957, começou a estudar balé clássico e dança moderna, o que a levou a participar de diversas produções teatrais e musicais.
Em 1960, com apenas 17 anos, Marília casou-se pela primeira vez com o músico Paulo Graça Melo, e um ano depois deu à luz seu primeiro filho, Ricardo Graça Melo. Essa precocidade sempre fez parte da vida da atriz, que viveu com enorme intensidade. Em 1962, participou da montagem do musical "Minha Querida Léa", dirigido por Bibi Ferreira, uma experiência crucial para sua formação artística.
Marília fez sua estreia na televisão em 1964, na novela "Rosinha do Sobrado", exibida pela TV Globo. Nos anos seguintes, ela se destacou em produções que marcaram a década de 60 e início dos anos 70. Em 1968, brilhou na novela "Beto Rockfeller", onde interpretou a personagem Manuela, revolucionando o formato das telenovelas brasileiras.
Seu primeiro filme foi "O Homem que Comprou o Mundo", e ao mesmo tempo, continuava a fazer teatro. Marília Pêra enfrentou desafios significativos, incluindo a prisão durante a apresentação da peça "Roda Viva", escrita por Chico Buarque, em 1968. A peça enfrentou forte oposição de grupos conservadores, e Marília foi agredida fisicamente durante uma invasão ao teatro.
Nos anos 70, sua carreira decolou. Ela interpretou papéis icônicos em novelas como "O Cafona" e "Bandeira Dois". Marília se casou com o renomado jornalista Nelson Motta, com quem teve duas filhas, Esperança Motta e Nina Morena. Ao longo de sua carreira, ela acumulou prêmios e reconhecimento, consolidando-se como uma das maiores estrelas do teatro brasileiro.
Marília Pêra não apenas se destacou no teatro, mas também deixou sua marca na televisão e no cinema. Ao longo de sua carreira, ela participou de quase 40 trabalhos na televisão, entre novelas, minisséries e seriados, e 27 filmes, destacando-se em obras como "Central do Brasil" e "Tieta do Agreste". Seu último trabalho na televisão foi no seriado "Pé na Cova", onde atuou ao lado de Miguel Falabella, com quem já havia trabalhado em outras produções.
Em "Pé na Cova", a química entre os personagens Darlene e Ruço proporcionou momentos hilários e emocionantes, destacando a versatilidade de Marília. Mesmo após receber o diagnóstico de câncer de pulmão, ela continuou a gravar episódios, demonstrando determinação e paixão pelo seu trabalho.
Marília Pêra recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão em 2014. Apesar da gravidade da doença, ela se manteve ativa e dedicada ao seu trabalho. Seu marido, Bruno Faria, foi uma presença constante em sua vida, acompanhando-a em consultas médicas e sessões de quimioterapia, proporcionando apoio emocional durante os momentos mais difíceis.
Os filhos de Marília, Ricardo Graça Mello, Esperança Motta e Nina Morena, também estiveram ao lado dela, revezando-se para cuidar da mãe e garantir que ela recebesse todo o suporte necessário. Em outubro de 2015, durante uma consulta médica, Marília recebeu a notícia devastadora de que tinha apenas seis meses de vida. Essa informação foi um choque, mas ela não se rendeu e continuou lutando.
Nos últimos meses de vida, Marília enfrentou um desgaste nos ossos do quadril, o que a impediu de atuar com a mesma intensidade de antes. Ela passou o ano de 2015 em tratamento, mas a condição dela se deteriorou rapidamente. Marília Pêra faleceu no dia 5 de dezembro de 2015, aos 72 anos, em seu apartamento no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.
O velório de Marília Pêra foi realizado no Teatro Leblon, onde inicialmente foi fechado apenas para a família e amigos próximos, mas depois foi aberto ao público, permitindo que os fãs prestassem suas últimas homenagens. O corpo de Marília foi velado na sala que leva seu nome, simbolizando sua importância e legado no teatro brasileiro.
O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, em Botafogo, também na Zona Sul do Rio de Janeiro. Marília Pêra foi uma das maiores atrizes do Brasil, e sua história e profissionalismo nunca serão apagados da história da arte brasileira. Seu legado continua a influenciar e enriquecer a dramaturgia do país, e sua memória permanece viva no coração de todos que admiravam seu trabalho.
Marília Pêra faleceu devido a um câncer de pulmão no dia 5 de dezembro de 2015.
Marília Pêra teve três filhos: Ricardo Graça Mello, Esperança Motta e Nina Morena.
Marília Pêra atuou em diversas peças de teatro, novelas e filmes, destacando-se em produções como "Beto Rockfeller", "O Cafona", "Pé na Cova" e "Central do Brasil".
Marília Pêra foi casada três vezes, sendo sua última união com Bruno Faria. Ela sempre teve uma forte ligação com sua família e amigos, que estiveram ao seu lado durante sua luta contra o câncer.
Marília Pêra deixou um legado significativo na dramaturgia brasileira, sendo uma das atrizes mais respeitadas e admiradas do país. Sua versatilidade, talento e paixão pela arte continuam a inspirar novas gerações de artistas.
Marília Pêra, uma verdadeira diva do teatro, cinema e televisão, será sempre lembrada por sua contribuição inestimável à cultura brasileira. Sua vida e obra permanecem como um exemplo de dedicação, talento e amor pela arte.
