Nos últimos anos, o câmbio automático do tipo CVT (transmissão continuamente variável) tem se tornado cada vez mais comum em veículos novos. O que muitos não sabem é que, apesar de sua popularidade crescente, existem opiniões divergentes sobre sua performance e eficiência. Vamos explorar o que torna o câmbio CVT tão atraente, suas desvantagens e por que ele continua a ser uma escolha recorrente nas montadoras.
O câmbio CVT é um tipo de transmissão automática que oferece uma experiência de condução mais suave em comparação com as transmissões automáticas tradicionais. Ele utiliza um sistema de polias e correias que permite uma variação contínua das relações de marcha, em vez de ter marchas fixas. Isso significa que o motor pode operar em sua faixa de potência ideal, resultando em uma melhor eficiência de combustível.
Um dos principais motivos para a popularidade crescente do câmbio CVT é a sua eficiência de combustível. Com a crescente demanda por veículos mais econômicos, os fabricantes estão adotando esta tecnologia para atender às expectativas dos consumidores. Por exemplo, muitos modelos de carros populares, como o Mitsubishi Eclipse Cross, já vêm equipados com câmbio CVT.
Além disso, a suavidade na troca de marchas proporciona uma experiência de condução mais confortável, especialmente em ambientes urbanos, onde as paradas e partidas são frequentes.
Apesar de suas vantagens, o câmbio CVT não é isento de críticas. Muitos motoristas relatam que o motor parece "gritar" durante acelerações rápidas, o que pode ser desconfortável. Essa sensação ocorre porque, ao acelerar, o motor atinge rapidamente sua rotação máxima e permanece nessa faixa, o que pode dar a impressão de que o carro está forçando.
Essa percepção negativa é muitas vezes comparada a um carro que funciona como uma "enceradeira", devido ao barulho excessivo do motor. Essa característica é particularmente evidente em situações de desempenho, como durante acelerações ou retomadas. Para muitos, isso é um ponto negativo que contrasta com a expectativa de um carro que deveria ser confortável e silencioso.
Para abordar as críticas, os fabricantes começaram a implementar "marchas virtuais" em seus sistemas CVT. No caso do Mitsubishi Eclipse Cross, por exemplo, há uma opção de trocas manuais, que simula a sensação de mudanças de marcha. Isso tenta minimizar a frustração dos motoristas que preferem a experiência de um câmbio automático tradicional.
O que muitos não percebem, no entanto, é que a verdadeira essência do câmbio CVT clássica é a capacidade de manter o motor em sua faixa de potência ideal, entregando potência máxima de forma contínua. Isso significa que, em um CVT clássico, o motor poderia permanecer em sua rotação ideal, resultando em acelerações mais rápidas e um desempenho geral melhor.
O CVT clássico, que muitos motoristas desejam, é aquele que mantém o motor constantemente em sua potência máxima. Por exemplo, se um carro tem 165 cavalos a 5500 RPM, um CVT clássico manteria essa rotação enquanto a velocidade aumentasse. Isso resulta em tempos de aceleração mais curtos e retomadas mais eficientes.
Infelizmente, a maioria dos modelos novos não oferece mais essa opção, fazendo com que muitos motoristas sintam falta dessa performance. O que se vê atualmente são sistemas que tentam simular a troca de marchas, mas que na prática podem reduzir a potência disponível, afetando o desempenho do carro.
Quando se trata de desempenho, a condução em ambientes urbanos pode ser mais favorável com um CVT moderno. Em baixas e médias rotações, muitos motoristas podem não perceber a diferença entre um CVT clássico e um mais moderno. Isso se deve ao fato de que, em velocidades mais baixas, a condução é suave e silenciosa.
No entanto, é em situações de alta performance, como em rodovias ou durante ultrapassagens, que as limitações do CVT moderno se tornam mais evidentes. O sistema pode hesitar em entregar a potência necessária, resultando em uma experiência de condução que deixa a desejar para os entusiastas.
O câmbio CVT tem seus prós e contras. Para quem busca eficiência de combustível e uma condução suave, ele pode ser uma excelente escolha. No entanto, para aqueles que valorizam desempenho e uma experiência de condução mais envolvente, um câmbio automático tradicional pode ser preferível.
Se você está pensando em comprar um carro novo, é importante considerar suas prioridades pessoais. O câmbio CVT pode não ser o ideal para todos, mas sua crescente adoção nas montadoras é um reflexo das necessidades do mercado atual. Ao final, a escolha entre um CVT e um câmbio automático tradicional dependerá do que você valoriza em sua experiência de direção.
O câmbio CVT é uma transmissão continuamente variável que permite uma experiência de condução mais suave e eficiente, utilizando um sistema de polias e correias.
A popularidade do câmbio CVT se deve principalmente à sua eficiência de combustível e à suavidade na troca de marchas, tornando-o ideal para o tráfego urbano.
As desvantagens incluem o ruído excessivo do motor durante acelerações e a falta de respostas imediatas em situações de desempenho, que podem ser frustrantes para alguns motoristas.
Sim, o CVT clássico é considerado melhor por muitos motoristas, pois mantém o motor em sua faixa de potência ideal, resultando em acelerações mais rápidas e melhor desempenho geral.
Se você prioriza eficiência de combustível e uma condução suave, um carro com câmbio CVT pode ser uma boa escolha. No entanto, se desempenho é sua principal preocupação, considere um câmbio automático tradicional.
