A Vida e Legado de Sivuca: O Mago da Sanfona

 Curiosidades

A partir de 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como acordeonista de um grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris, a partir de 1959. Foi considerado o melhor instrumentista de 1962 pela imprensa parisiense. Gravou o disco "Samba Nouvelle Vague" (Barclay), com vários sucessos de bossa-nova.
Morou em Nova Iorque de 1964 a 1976, onde, entre outros trabalhos, foi autor do arranjo do grande sucesso "Pata Pata", de Miriam Makeba, com quem então viajou pelo mundo até o fim da década de 1960. Em 1971, Harry Belafonte o convidou para arranjar e tocar no especial dele e de Julie Andrews, na TV NBC, na cidade de Los Angeles. Fez uso de violão e sanfona, arranjou para orquestra de cordas, a quatro mãos, com o compositor e arranjador Nelson Riddle, inclusive o arranjo de uma canção escrita para Julie Andrews homenagear Vincent van Gogh. Compôs trilhas para os filmes Os Trapalhões na Serra Pelada (1982) e Os Vagabundos Trapalhões (1982). Um dos discos mais emblemáticos da carreira do artista é o Sivuca Sinfônico (Biscoito Fino, 2006), em que toca ao lado da Orquestra Sinfônica do Recife sete arranjos orquestrais de sua autoria, um registro inédito e completo de sua obra erudita.
Em 2006 o músico lançou o DVD Sivuca – O Poeta do Som, que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas, além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba.
O musico Sivuca Faleceu em João pessoa PB no dia 14 de dezembro do ano 2006, depois de dois dias internado para tratamento de um câncer, que já o acometia desde 2004. Sivuca deixou a esposa, cantora e compositora Glorinha Gadelha, uma filha, Flávia, que atualmente está organizando o acervo do seu pai, na época ele deixou três netos, Lirah, Lívia e Pedro.

A Vida e Legado de Sivuca: O Mago da Sanfona

Sivuca, cujo nome verdadeiro é Severino Dias de Oliveira, nasceu em Itabaiana, Paraíba, no dia 26 de maio de 1930. Ele se destacou como um dos maiores músicos brasileiros, sendo multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor e cantor. Sua trajetória é marcada por um talento excepcional e uma dedicação inabalável à música, abrangendo diversos estilos, incluindo choro, frevo, forró, jazz e música clássica. Neste post, vamos explorar sua vida, carreira e legado.

Índice

Início da Vida e Carreira

Desde pequeno, Sivuca mostrou uma afinidade especial com a música. Em 1939, aos 9 anos, ganhou de presente do avô uma sanfona, um instrumento que se tornaria seu fiel companheiro ao longo da vida. Essa sanfona não apenas lhe proporcionou alegria, mas também abriu portas para sua carreira musical. A partir de 1948, ele começou a se destacar na cena musical, fazendo parte do elenco da Rádio Jornal do Comércio, onde começou a ganhar notoriedade.

Os Primeiros Sucessos

Em 1951, Sivuca gravou seu primeiro disco em 78 rotações pela gravadora Continental, com as músicas "Carioquinha do Flamengo" e "Tico-Tico no Fubá". No mesmo ano, ele lançou seu primeiro sucesso nacional, “Adeus Maria F”, em parceria com Humberto Teixeira. Essa canção se tornaria um clássico e foi regravada em uma versão psicodélica pelos Mutantes nos anos 60, consolidando ainda mais sua importância na música brasileira.

Vida no Rio de Janeiro e Reconhecimento Internacional

A partir de 1955, Sivuca se mudou para o Rio de Janeiro, onde sua carreira começou a decolar. Ele se apresentou na Europa como acordeonista de um grupo chamado Os Brasileiros e, em 1959, morou em Lisboa e Paris. Em 1962, foi considerado o melhor instrumentista do ano pela imprensa parisiense, um reconhecimento que solidificou sua reputação internacional.

Colaborações e Trabalhos Notáveis

Durante sua estadia em Nova York entre 1964 e 1976, Sivuca fez arranjos para grandes artistas, incluindo o famoso "Pata Pata" de Miriam Makeba, com quem viajou pelo mundo. Seu talento também foi requisitado por Harry Belafonte, que o convidou para arranjar e tocar em seu especial na TV NBC. Sivuca utilizou tanto violão quanto sanfona, arranjando para uma orquestra de cordas, uma prova de sua versatilidade e inovação musical.

Contribuições ao Cinema e à Música Erudita

Além de seu trabalho como músico popular, Sivuca também compôs trilhas sonoras para filmes, como "Os Trapalhões na Serra Pelada" e "Os Vagabundos Trapalhões", ambos lançados em 1982. Um dos discos mais emblemáticos de sua carreira é "Sivuca Sinfônico", lançado em 2006, onde toca ao lado da Orquestra Sinfônica do Recife, apresentando arranjos orquestrais de sua autoria. Este álbum é um registro inédito e completo de sua obra erudita.

O Poeta do Som

Em 2006, Sivuca lançou o DVD "Sivuca – O Poeta do Som", que contou com a participação de 160 músicos convidados e incluiu 13 faixas gravadas, além de duas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba. Este projeto não apenas destacou seu talento, mas também sua capacidade de unir músicos e estilos diferentes, criando uma experiência musical rica e diversificada.

Últimos Anos e Legado

Sivuca faleceu em João Pessoa, na Paraíba, no dia 14 de dezembro de 2006, após dois dias internado para tratamento de um câncer que já o acometia desde 2004. Ele deixou um legado impressionante e uma história que continua a inspirar músicos e amantes da música até hoje. Sua esposa, a cantora e compositora Glorinha Gadelha, e sua filha Flávia, que está organizando o acervo do pai, mantêm viva a memória de Sivuca e sua contribuição inestimável à música brasileira.

Impacto na Música Brasileira

Sivuca não apenas deixou uma marca indelével na música brasileira, mas também influenciou gerações de músicos que vieram depois dele. Seu estilo único, que mesclava ritmos tradicionais brasileiros com influências internacionais, ajudou a criar um som que é inconfundível e amado por muitos. A forma como ele incorporou a sanfona em diferentes gêneros musicais mostra sua versatilidade e paixão pela arte.

FAQ sobre Sivuca

Qual foi o principal instrumento de Sivuca?

O principal instrumento de Sivuca foi a sanfona, que ele começou a tocar aos 9 anos de idade e que se tornou seu símbolo musical.

Onde Sivuca morou durante sua carreira?

Sivuca morou em várias cidades durante sua carreira, incluindo Itabaiana, Recife, Rio de Janeiro, Lisboa, Paris e Nova York.

Quais foram algumas das colaborações mais notáveis de Sivuca?

Entre as colaborações mais notáveis estão arranjos para Miriam Makeba e Harry Belafonte, além de sua participação em trilhas sonoras de filmes.

Qual é um dos discos mais emblemáticos de Sivuca?

Um dos discos mais emblemáticos de Sivuca é "Sivuca Sinfônico", que apresenta arranjos orquestrais de sua autoria e foi lançado em 2006.

Quando e onde Sivuca faleceu?

Sivuca faleceu em João Pessoa, Paraíba, no dia 14 de dezembro de 2006, após um tratamento de câncer.

Adicionado em: 04-01-2025
Categoria: Curiosidades

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